INCONTINÊNCIA URINÁRIA DE REFORÇO
A perda de urina aos esforços é muito freqüente nas mulheres e tende a aumentar muito no período pós-menopausa.
Quando estamos diante de uma paciente que apresenta perdas de urina, temos a obrigação de detalhar este tipo de perda: em que situação específica ocorre, se apresenta urgência urinária seguida de incontinência, ou se permanece o tempo todo molhada. Também não podemos esquecer de perguntar quais os tratamentos realizados cirúrgicos ou não.
Segundo o Dr. Waldir Lage, a abordagem da mulher com incontinência urinária nos últimos 10 anos sofreu mudanças profundas com a divulgação dos estudos urodinâmicos, anatomia pélvica e técnicas novas de correção definitiva comparadas às anteriores.
"Hoje sabemos que somente três técnicas são recomendadas para o tratamento da incontinência urinária de esforço", diz o Dr. Marcelo G. P. Mota:
1 - Colporrafia anterior Kelly-Kennedy: Por ser amplamente difundida, esta técnica continua sendo aceita, porém é a que apresenta piores resultados, que variam de 36% a 65% de cura. Ela não corrige a posição da uretra nem do colo vesical, portanto se presta para os casos selecionados de perdas de urina ocasionais e para correção e redução de cistouretrocele volumosa.
2 - Cirurgia de Burch : A técnica de Burch é a que tem maiores estudos em longo prazo com ótimo resultado, chegando à cura da incontinência em até 91%.
3 - Sling suburetral: A técnica de sling suburetral aponeurótico tem sido considerada a melhor técnica, pois está indicada em todos os tipos de incontinência seja por hipermobilidade uretral ou esfincteriana com até 93% de cura. O princípio desta cirurgia tem se aplicado e vem surgindo várias modalidades de sling, dentre elas o sling obturatório que apresenta resultados animadores em curto prazo, porém ainda não temos segmentos em longo prazo.
O Dr. Alair B. Firmiano esclarece: "O fato é que, hoje as mulheres que sofrem por estarem sempre molhadas e muitas vezes se privando do convívio social, têm nas cirurgias de incontinência de esforço altas taxas de cura".
Ressaltam esses profissionais, que o estudo urodinâmico é mandatório nas pacientes com urgeincontinência e que já se submeteram a algum procedimento cirúrgico e ainda permanecem com perda de urina.
(Os médicos citados são cooperados da Unimed Imperatriz-MA)
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